Se você chegou até aqui é porque deseja entender, com segurança, como funciona o valor da averbação de construção, quais taxas estão envolvidas, que documentos o cartório exige e como evitar despesas desnecessárias. Neste guia prático e atualizado, você verá como calcular corretamente, o que muda de um estado para outro e quais cuidados fazem diferença para não pagar a mais.
O que é a averbação de construção e por que isso impacta seu bolso
A averbação de construção é o ato de atualizar a matrícula do imóvel no Registro de Imóveis, incluindo a edificação feita no terreno (casa, prédio, ampliação, reforma relevante etc.). Sem essa atualização, a matrícula permanece desatualizada, o que pode afetar financiamento, venda, inventário, doação, regularização fiscal e até a apólice de seguro.
Como envolve atos cartorários e documentos técnicos, o valor da averbação de construção chama atenção porque pode variar de forma considerável segundo a tabela de emolumentos do estado, a complexidade da obra e o nível de documentação já providenciada.
Como é calculado o valor da averbação de construção
Embora cada estado publique sua própria tabela de custas e emolumentos, a lógica geral costuma envolver os itens abaixo. Entender cada um é o primeiro passo para controlar o valor da averbação de construção e evitar surpresas:
1) Emolumentos do Registro de Imóveis
- São as taxas do cartório pelo ato de averbar. A base de cálculo e as faixas de valores mudam por estado.
- Em muitos casos, há incidência complementar de fundos estaduais (por exemplo: Fundo de Reaparelhamento do Judiciário, taxas de fiscalização e selos), que aparecem somados no boleto do cartório.
- Os emolumentos podem considerar o valor da obra, o valor venal ou valores fixos/faixas da tabela estadual.
2) Documentos técnicos e regularizações prévias
- Habite-se (ou Certificado de Conclusão de Obra): normalmente exigido para comprovar que a construção foi aprovada e concluída conforme a legislação municipal.
- ART/RRT do responsável técnico e projeto/planta aprovados.
- CND/INSS da obra (via CNO/DISO, quando aplicável), comprovando a quitação previdenciária da construção.
3) Honorários e taxas complementares
- Honorários de engenheiro/arquiteto para laudos, memorial descritivo, medições e ajuste de planta.
- Custas com certidões (matrícula atualizada, negativas, etc.).
- Eventuais taxas municipais (protocolo, expedição de documentos). Importante: ITBI não incide sobre averbação; ele é devido na transmissão de propriedade, não na atualização da matrícula.
Exemplo prático (ilustrativo)
Imagine uma obra residencial de padrão médio em que o cartório utiliza faixas de emolumentos progressivas. Suponha que a tabela estadual, para averbação de construção, resultou em R$ 1.250,00 de emolumentos, mais R$ 180,00 de fundos e selos. Se você ainda precisará emitir a matrícula atualizada (R$ 50,00), uma CND/INSS da obra (sem custo, mas com tempo de preparação) e contratar um engenheiro para o memorial (R$ 900,00), o valor da averbação de construção pode chegar a R$ 2.380,00, além de custos municipais para Habite-se, caso ainda não exista. Os números reais dependem das tabelas do seu estado e do seu município.
Exigências comuns do cartório: documentos que não podem faltar
Para protocolar e concluir a averbação, o Registro de Imóveis normalmente exige um conjunto de documentos. A lista a seguir é um referencial; o cartório pode requerer itens adicionais conforme o caso concreto e as normas locais:
- Matrícula atualizada do imóvel;
- Requerimento de averbação assinado pelo proprietário (ou por procurador com poderes específicos);
- Projeto/planta aprovados e Habite-se ou certidão municipal equivalente;
- ART/RRT do responsável técnico pela obra;
- Memorial descritivo, área construída e padrão construtivo;
- CND/INSS vinculada à obra (via CNO/DISO), quando exigida;
- Comprovantes de recolhimento de custas e emolumentos;
- Eventuais anuências, licenças e alvarás específicos (em reformas/ampliações relevantes ou zonas especiais).
Dica: antes de dar entrada, confirme a lista com o seu cartório e com a prefeitura. A conferência prévia diminui refações e ajuda a reduzir o valor da averbação de construção ao evitar protocolos repetidos.
Erros que encarecem a averbação (e como evitá-los)
- Protocolar sem o Habite-se: em muitos municípios, a falta desse documento paralisa o andamento e gera custo de retrabalho.
- Incompatibilidade de área construída entre projeto, memorial e realidade: o cartório pode exigir saneamento, com novos laudos e taxas.
- Ausência de CND/INSS da obra quando aplicável: a exigência previdenciária é recorrente e, sem ela, não há averbação.
- Assinaturas e poderes incorretos no requerimento: exigem novo protocolo ou reconhecimento de firma adicional.
- Planta desatualizada ou sem aprovação: pode levar a indeferimento.
- Confundir ITBI com averbação: ITBI não compõe o valor da averbação de construção; é tributo de transmissão.
- Desconsiderar a tabela estadual: calcular sem consultar a tabela vigente leva a estimativas incorretas.
Passo a passo para economizar no processo
- Faça um check-list de documentos com base nas exigências do seu município e do seu cartório.
- Garanta o Habite-se (ou documento equivalente) antes de protocolar a averbação.
- Regularize o INSS da obra quando aplicável (CNO/DISO/CND), evitando idas e vindas.
- Alinhe a metragem entre projeto, memorial e realidade; se necessário, contrate vistoria técnica.
- Consulte a tabela de emolumentos do seu estado para estimar o valor da averbação de construção com maior precisão.
- Planeje a entrada: protocole quando toda a documentação estiver coerente, reduzindo exigências complementares.
- Conte com apoio jurídico especializado para casos com divergências antigas, construções sem projeto ou pendências complexas.
Prazos, multas e impactos fiscais
Após a conclusão da obra, a tendência é que quanto mais tempo se leva para averbar, maiores os riscos de custos acessórios. Municípios podem cobrar retroativamente diferenças de IPTU pela área não declarada. Há, ainda, situações em que a regularização é exigida por bancos para conceder financiamento, ou por compradores em uma due diligence. Logo, antecipar-se costuma reduzir o valor da averbação de construção ao evitar retrabalhos e refis.
Busque orientação quando houver sinais de risco
Nem toda situação é simples. Divergências antigas de metragem, ampliações sem aprovação, obras antigas sem responsável técnico e heranças sem inventário podem travar a averbação. Nesses casos, apoio jurídico especializado em Regularização de Imóveis acelera o diagnóstico, reduz exigências e pode diminuir o valor da averbação de construção ao evitar caminhos equivocados.
Links úteis para aprofundar
- Averbação de construção: guia completo
- Como calcular a averbação de construção
- Pilar: Regularização de Imóveis
Perguntas frequentes sobre averbação de construção (FAQ)
1) Quanto custa para averbar uma construção no cartório?
Depende da tabela de emolumentos do seu estado, de fundos/selo e dos documentos já providenciados (Habite-se, CND/INSS, planta, etc.). Em média, o valor da averbação de construção varia conforme a faixa da tabela estadual e a complexidade da obra.
2) O ITBI entra no valor da averbação de construção?
Não. ITBI é imposto de transmissão de bens imóveis. Na averbação, o que pesa são emolumentos, fundos/selos e custos técnicos/municipais.
3) Preciso do Habite-se para averbar?
Na maioria dos municípios, sim. O Habite-se comprova a conclusão regular da obra e costuma ser exigido pelo cartório.
4) A CND/INSS da obra é sempre exigida?
Com frequência, sim, especialmente em construções formais. A exigência e o procedimento variam por município e estado.
5) Posso averbar sem projeto aprovado?
Em regra, não. O projeto/planta aprovado e o memorial descritivo costumam ser necessários para espelhar a realidade do imóvel na matrícula.
6) Quanto tempo leva para sair a averbação?
Em média, de alguns dias a poucas semanas após o protocolo completo, a depender da fila do cartório e de eventuais exigências.
7) É possível parcelar os emolumentos?
Alguns cartórios oferecem meios de pagamento parcelado; confirme localmente. As condições variam por serventia.
8) O que fazer se o cartório fizer exigência?
Atenda no prazo, saneando documentos (Habite-se, CND/INSS, assinatura correta). Persistindo dúvidas, busque apoio jurídico.
9) A área construída diferente da real impede a averbação?
Sim, pode gerar exigências. Atualize projeto e memorial, contrate vistoria técnica e regularize na prefeitura antes de levar ao cartório.
10) Averbação aumenta o IPTU?
Pode aumentar, pois a prefeitura passa a considerar a área construída real. Em contrapartida, a matrícula fica regular para venda e financiamento.
11) Quanto custam as certidões para averbar?
Variam por estado e por cartório. A matrícula atualizada e demais certidões têm valores próprios definidos nas tabelas locais.
12) Quem pode assinar o requerimento de averbação?
O proprietário constante na matrícula ou procurador com poderes específicos. Em bens de família ou copropriedade, verifique assinaturas necessárias.
Conclusão: reduza riscos e custos com apoio especializado
Organizar documentos técnicos, conferir as exigências locais e consultar a tabela estadual são ações que reduzem o valor da averbação de construção e aceleram o registro. Quando há divergências antigas ou obra sem documentação completa, a análise jurídica evita caminhos mais caros e protocolos indeferidos.
A Advocacia Juliana Morata, liderada pela Dra. Juliana Morata, advogada especialista em Direito Imobiliário e referência em Regularização de Imóveis, atua há mais de 10 anos com foco em averbação de construção e saneamento de matrículas. Atendemos 100% online em todo o Brasil, com orientação técnica-jurídica para minimizar o valor da averbação de construção e evitar exigências desnecessárias.
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Fontes e referências
- Lei n.º 6.015/1973 (Lei de Registros Públicos)
- Provimento CNJ n.º 65/2017 (diretrizes de registros e regularização)
- Governo Federal – Regularização de obra de construção civil (CNO/DISO/INSS)
- IRIB – Instituto de Registro Imobiliário do Brasil
- Registro de Imóveis do Brasil – conteúdos técnicos
- Exemplo de portal estadual sobre obras/INSS (SP)



