Moradores do Gran Acrópoles VI, em Valparaíso de Goiás, realizaram um manifesto dentro do próprio condomínio para cobrar soluções do síndico, Diego Bertolino, diante de uma sequência de demandas não resolvidas segundo relatos dos condôminos. O ato, realizado no bairro Esplanada V, evidencia tensões comuns em comunidades com gestão profissional e requer atenção tanto de síndicos quanto de escritórios especializados em direito condominial para aprimorar a governança e a prestação de contas.
Contexto e o que motivou o manifesto
Segundo informações dos moradores reunidos no evento, o Gran Acrópoles VI possui 32 blocos com 192 unidades habitacionais e abriga mais de 500 moradores. As reclamações centraram-se no que chamam de abandono do síndico local, com relatos de que o contato com a administração se tornou dificultado nos últimos meses. Uma moradora, Silvia Regina, descreveu que o síndico costumava comparecer para a gestão, mas hoje estaria ausente e com relatos desencontrados sobre visitas noturnas, o que aumentaria a sensação de insegurança entre os moradores.
O grupo de manifestantes divulgou cartazes apontando problemas que, na visão deles, dependem diretamente da atuação do síndico para serem resolvidos, incluindo questões de segurança, manutenção de áreas comuns e prestação de contas. O cenário descrito aponta para uma necessidade de maior governança, clareza de responsabilidades e uma comunicação mais eficiente entre a administração e os condôminos.
Principais problemas apontados pelos condôminos
Entre as demandas reconhecidas pelos moradores, destacam-se:
- Cascata da piscina que não funciona;
- Falta de tela na quadra de esportes para evitar que bolas caiam na rua;
- Caixas de esgoto/gordura que não funcionam;
- Escadarias sujas e abandonadas;
- Extintores vencidos;
- Ausência do síndico no condomínio;
- Salão de festas com presença de baratas;
- Parquinhos com equipamentos quebrados;
- Falta de prestação de contas com o Conselho Fiscal;
Ao longo do relato, os moradores também destacaram a necessidade de regularidade na gestão da assembleia, segurança para quem circula no fim de semana e regras claras para o uso das áreas comuns, incluindo a piscina.
Resposta da administração e a visão da assessoria
Em resposta encaminhada à imprensa, a assessoria de Diego Bertolino encaminhou uma nota de esclarecimento afirmando que os apontamentos não refletem a totalidade da realidade e que os problemas são, em sua maioria, pontuais e integrados a um cronograma de providências. O texto aponta ainda que a arrecadação do condomínio é limitada, o que exige planejamento financeiro cuidadoso para priorizar intervenções necessárias com base na disponibilidade orçamentária.
Além disso, a administração destaca que parte das situações decorre de vícios construtivos, originários da etapa de obra, cuja responsabilidade, segundo a nota, deve ser apurada com a construtora, observando prazos legais e contratuais. A gestão afirma manter comunicação com os condôminos por meio de canais oficiais, visitas periódicas e acompanhamento de fornecedores e serviços, sempre seguindo as deliberações assembleares e a Convenção Condominial.
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Implicação legal e caminhos para condôminos e síndicos
Casos de conflito entre moradores e síndicos costumam exigir, antes de tudo, uma leitura cuidadosa da convenção condominial, das deliberações assembleares e dos contratos de gestão. Em situações como a descrita, a conformidade com as regras de governança, a transparência na prestação de contas e a correta comunicação entre administração e condôminos são fatores determinantes para manter a convivência pacífica e reduzir riscos jurídicos. Escritórios especializados em direito imobiliário podem orientar síndicos profissionais, síndicos voluntários e conselhos fiscais, promovendo diagnóstico de gestão, reorganização de processos e medidas de accountability.
Conclusão e importância da assessoria jurídica especializada
Este caso ressalta a importância de uma gestão condominial eficiente e de uma comunicação clara com os condôminos. Em termos legais, a conveniência de uma assessoria jurídica para orientar a assembleia, a prestação de contas e a contratação de serviços é cada vez mais reconhecida, especialmente em empreendimentos com grande número de unidades e uma estrutura administrativa compartilhada. Administradores profissionais, quando bem assessorados, podem equilibrar as necessidades de manutenção com as limitações orçamentárias, promovendo intervenções técnicas viáveis dentro do orçamento disponível.
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FAQ (perguntas frequentes)
Abaixo reunimos perguntas comuns que costumam surgir em casos de gestão condominial, pronto para ajudar síndicos e condôminos a entenderem caminhos práticos.
Pergunta 1
Quais são os principais problemas apontados pelos moradores?
Os problemas listados incluem cascata da piscina, falta de tela na quadra, caixas de esgoto, escadarias sujas, extintores vencidos, ausência do síndico, salão de festas com baratas, parquinhos com equipamentos quebrados e falta de prestação de contas.
Pergunta 2
Como a administração respondeu aos relatos?
A assessoria de imprensa declarou que os apontamentos não refletem a realidade integral, que muitos problemas são pontuais e seguem cronograma de providências. Também justificou limitações orçamentárias e eventual vício de construção, destacando a necessidade de apuração com a construtora.
Pergunta 3
Qual o papel de uma assessoria jurídica em casos assim?
Uma assessoria jurídica orienta sobre governança, prestação de contas, condução de assembleias e medidas para assegurar conformidade com a Convenção Condominial, reduzindo riscos jurídicos e assegurando decisões técnicas e financeiramente viáveis.
Pergunta 4
Como condôminos podem solicitar mudanças estruturais, como eleição de síndico?
Depende da convenção, mas em geral é possível convocar assembleia extraordinária com base na documentação dos proprietários e nas regras de quórum previstas, com o apoio de uma assessoria jurídica para orientar o processo conforme a legislação e o contrato social.
Fontes: Blog do Amarildo.
Fonte: texto original publicado no Blog do Amarildo.
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