O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) manteve, por unanimidade, a suspensão do leilão do imóvel do Grupo Sendas, localizado na Rua Barão de Itambi, nº 50, em Botafogo, na Zona Sul. A decisão foi tomada nesta terça-feira (25), por 3 votos a 0, e impede a realização do leilão até o julgamento do mérito da disputa sobre a desapropriação pela Prefeitura do Rio.
O imóvel foi desapropriado pela prefeitura para viabilizar a implantação de um centro de tecnologia, inovação e ensino, com foco em pesquisa em inteligência artificial. O edital previa lance mínimo de R$ 36 milhões.
A suspensão ocorreu inicialmente por decisão liminar após recurso do Grupo Sendas, proprietário do imóvel, que contesta a desapropriação e sustenta que o prédio não se enquadraria nos critérios para a aplicação da hasta pública.
Pouco mais de um mês após o acionamento, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) emitiu parecer defendendo o prosseguimento da ação popular que questiona o decreto municipal. O procurador de Justiça Marlon Oberst Cordovil apontou elementos que, segundo ele, indicam possível desvio de finalidade na desapropriação.
O leilão permanece suspenso enquanto a Justiça não julga o mérito da desapropriação. A decisão reforça a necessidade de que os critérios legais e a finalidade pública sejam observados em atos de desapropriação e avaliação de imóveis para leilão.
Contexto do leilão e da desapropriação
- Desapropriação realizada pela Prefeitura do Rio para viabilizar um centro de tecnologia, inovação e ensino, com foco em IA.
- Leilão com lance mínimo de R$ 36 milhões, conforme edital.
- A suspensão já havia ocorrido anteriormente, por liminar, após recurso do Grupo Sendas que contesta a desapropriação.
Posições e impactos para as partes
O Grupo Sendas sustenta que o imóvel não estava abandonado nem subutilizado; o prédio abriga uma academia em funcionamento e o espaço térreo está em reformas para receber um novo supermercado, com contrato de locação já assinado. Segundo Arthur Sendas Filho, presidente do Grupo, a decisão do TJ-RJ representa um avanço na disputa judicial, preservando o imóvel até a confirmação da ilegalidade do decreto de desapropriação, e o parecer do MP reforça a necessidade de observância dos requisitos legais e da finalidade pública.
A Prefeitura, por sua vez, busca a implementação do centro pretendido, enquanto moradores e vereadores questionam a legalidade do ato. O desfecho do caso terá impactos diretos sobre o andamento do projeto e sobre eventuais movimentações de mercado ligadas ao imóvel.
O que isso significa para compradores e interessados
Quem acompanha leilões de imóveis deve permanecer atento a eventuais decisões judiciais futuras que possam alterar o curso da desapropriação e do próprio leilão. A análise jurídica prévia, incluindo verificação de edital e de conformidade com a legislação, continua essencial para avaliar riscos e viabilidade de investimentos. Para entender como funciona o leilão de imóveis e quais os riscos envolvidos, consulte a página de leilões da Advocacia Juliana Morata: leilões – Advocacia Juliana Morata.
Conclusão
O caso evidencia a importância de uma assessoria jurídica especializada em direito imobiliário, direito institucional e leilões públicos. A decisão do TJ-RJ de manter a suspensão ressalta a necessidade de observar requisitos legais e a finalidade pública na desapropriação. A Advocacia Juliana Morata, com mais de 10 anos de atuação no Brasil e atuação online, oferece expertise em regularizações imobiliárias, assessoria para leilões e questões condominiais para orientar clientes diante de disputas complexas.
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Fontes
leilão de imóveis Botafogo suspensão TJ-RJ



