No dia 30 de junho de 2026 ocorrerá a segunda praça de 22 imóveis remanescentes do Grupo Itapemirim, avaliados em aproximadamente R$ 30 milhões. A venda judicial foi autorizada pela 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo e corresponde a lotes não relacionados ao aguardado leilão da Unidade Produtiva Isolada (UPI) — que engloba marcas, guichês, ônibus e 125 linhas interestaduais.
Resumo do que está em disputa na segunda praça
São 22 imóveis distribuídos entre Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Entre os bens com maior avaliação destacam‑se:
- Área de ~18 hectares com 2.120 m² de construção (Cachoeiro de Itapemirim/ES) — R$ 10.659.307,87;
- Área de 25.000 m² (Cariacica/ES) — R$ 8.257.396,54;
- Área rural de ~1 hectare (Gandu/BA) — R$ 1.789.775,95;
- Apartamento de 50 m² em Copacabana (RJ) — R$ 365.172,83.
Os demais lotes incluem terrenos, garagens, casas e imóveis comerciais com avaliações menores, muitos localizados em Cachoeiro de Itapemirim (ES). Esta etapa é a continuidade de processos de alienação anteriores e não substitui a venda da UPI que reúne as marcas e as linhas.
Como o leilão dos imóveis se relaciona com o leilão das marcas e linhas
É fundamental separar as duas frentes: a EXM Partners, administradora judicial da falência, mantém proposta de edital para a UPI (marcas, guichês, ônibus e 125 linhas) com valor de avaliação atualizado em R$ 101.111.000,00 (base julho/2025). Esse leilão da UPI está sendo submetido a análises e pareceres do Ministério Público, ANTT e CADE e possui cronograma próprio sugerido para julho/agosto de 2026.
Portanto, a segunda praça de imóveis marcada para 30/06/2026 refere‑se apenas a lotes remanescentes de alienações anteriores — não é o certame que definirá o destino das marcas e das 125 linhas interestaduais.
Principais pontos processuais e prazos divulgados
- A autorização para prosseguimento do leilão de imóveis partiu da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do TJSP;
- A administradora judicial EXM apresentou minuta de edital para a venda da UPI, com proposta de três praças entre 13/07/2026 e 27/08/2026 (três fases);
- O pagamento da arrematação da UPI foi proposto em até quatro parcelas, com depósito judicial do primeiro valor em 24 horas após o encerramento do leilão, ficando os valores vinculados aos autos até análise do CADE;
- Houve manifestações de Suzantur, Águia Branca e Nossa Senhora da Penha apontando omissões ou necessidade de ajustes nos editais; a EXM apresentou respostas e adequações no edital sugerido.
O que decidiu o STJ sobre o arrendamento das linhas?
Em 9 de junho de 2026 a Primeira Turma do STJ decidiu, por maioria (3 x 2), que a Viação Águia Branca deve assumir o arrendamento provisório das 125 linhas e 746 mercados, substituindo a Suzantur. A decisão ainda admite recurso e há influências processuais sobre a operacionalização e a transição entre arrendatária e eventual arrematante.
Perguntas rápidas (featured snippets)
O que será leiloado em 30 de junho de 2026?
Resposta: A segunda praça de 22 imóveis remanescentes do Grupo Itapemirim — terrenos, garagens, casas e imóveis comerciais avaliados em aproximadamente R$ 30 milhões. Não inclui as marcas, guichês, ônibus ou as 125 linhas interestaduais.
Este leilão é o mesmo que vende as marcas e linhas da Itapemirim?
Resposta: Não. O leilão da UPI (marcas, guichês, ônibus e linhas) é um procedimento separado, com avaliação de cerca de R$ 101,1 milhões e cronograma próprio sugerido para julho/agosto de 2026, sujeito a pareceres da ANTT e do CADE.
Como será o pagamento em caso de arrematação da UPI?
Resposta: A EXM propôs pagamento à vista ou em até quatro parcelas mensais iguais, com depósito judicial da primeira parcela em 24 horas após o certame; valores permanecerão vinculados aos autos até eventual aprovação pelo CADE.
Riscos e perguntas jurídicas frequentes
Operações de compra em leilões judiciais de massa falida envolvem riscos específicos: existência de ônus, ocupação do imóvel, necessidade de averbações e regularizações pós‑arrematação. Também há incertezas quanto ao efeito de recursos e decisões definitivas sobre contratos de arrendamento, como os que envolveram a Suzantur e a Águia Branca.
Preciso de assessoria jurídica antes de ofertar em um leilão?
Resposta: Sim. A análise prévia do edital, da matrícula do imóvel e das condições de pagamento e registro é essencial para reduzir riscos e evitar surpresas pós‑arrematação. Uma assessoria especializada também acompanha prazos e defesas processuais.
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Conclusão
O leilão de segunda praça dos 22 imóveis remanescentes do Grupo Itapemirim, com valores aproximados de R$ 30 milhões, avança como etapa independente do processo que pretende alienar a UPI das marcas e linhas. Há movimentação judicial intensa, com recursos, manifestações de interessados e a necessidade de pareceres de órgãos reguladores (ANTT e CADE) para o certame maior.
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Fontes
- Diário do Transporte — reportagem original (26/06/2026)
- Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP)
- Superior Tribunal de Justiça (STJ)
- Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)
- Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE)
- Advocacia Juliana Morata — Página de Leilões
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