Audiência e testemunhas ouvidas em Caldas Novas
Juíza Vaneska da Silva Baruki ouviu, em audiência de instrução e julgamento, as testemunhas ligadas ao caso da corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, assassinada em Caldas Novas. A sessão teve duração de cerca de 7 horas, conforme informou o advogado da família, Lucas Xavier, em entrevista ao g1.
Entre as pessoas ouvidas estavam familiares da vítima e do acusado — incluindo a esposa e o filho do síndico — além dos delegados responsáveis pelas investigações. A audiência foi dividida em duas etapas, com nova data prevista para 9 de julho, quando serão ouvidas as demais testemunhas.
Principais fatos apurados pela investigação
Os elementos divulgados pelas autoridades e pela equipe de investigação foram determinantes para o andamento do processo:
- Daiane desapareceu em 17 de dezembro de 2025, após descer ao subsolo do prédio para verificar uma queda de energia;
- Vídeo recuperado e divulgado pela Polícia Civil mostra os últimos momentos em que a corretora chega ao subsolo e é atacada;
- O corpo foi encontrado em área de mata a cerca de 15 km de Caldas Novas, e perícias indicaram dois disparos na cabeça;
- O síndico, Cleber Rosa de Oliveira, foi preso cerca de 40 dias depois, confessou o crime e indicou o local onde deixou o corpo;
- Foram realizadas perícias no subsolo do prédio, no veículo do acusado e análise de materiais como o celular da vítima, que foi recuperado em tubulação de esgoto.
Testemunhas, defesa e objetivo processual
A família da vítima é representada pelos advogados Lucas Xavier, Samuel Moreira, Fidel Braga e Arnaldo Segatto. A defesa do acusado foi procurada pelo veículo de imprensa, mas não havia respondido até a última atualização do conteúdo original.
O objetivo das audiências de instrução é apurar provas e testemunhos que subsidiarão a decisão sobre a submissão do acusado a júri popular. Segundo dados do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) mencionados na reportagem, o réu permanecia preso até a última atualização.
Como ocorreu o crime?
Conforme as informações divulgadas pela Polícia Civil e pela Polícia Científica, Daiane foi morta na noite de 17 de dezembro de 2025, após ser atacada no subsolo do prédio onde morava. As perícias apontaram que ela sofreu dois disparos na cabeça e o corpo foi deixado em área de mata a aproximadamente 15 km de Caldas Novas.
Qual o papel das testemunhas na audiência?
As testemunhas têm como função relatar fatos, confrontar versões e esclarecer circunstâncias relevantes para a decisão judicial. Familiares, delegados e outras testemunhas ouvidas contribuem para a formação do convencimento do juiz sobre a existência de prova suficiente para levar o caso a júri ou para orientar as fases subsequentes do processo.
Quais são os próximos passos do processo?
A próxima fase prevista é a continuidade da instrução com a oitiva das demais testemunhas, marcada para 9 de julho conforme a matéria original. Depois da instrução, a juíza avaliará as provas e decidirá sobre a pronúncia (envio a júri popular) ou outra medida processual cabível.
Contexto e motivação apontada pela investigação
Autoridades relataram que havia conflitos anteriores entre a vítima e o síndico relacionados à administração dos apartamentos. O delegado responsável afirmou que a transição da administração para Daiane gerou atritos e que o acusado havia sido denunciado por perseguição.
Ao todo, constavam 12 processos envolvendo as partes na esfera judicial, e a recuperação do vídeo final da vítima foi citada pelo delegado João Paulo como elemento que comprovou a premeditação e o caráter de emboscada do crime.
Elementos de prova destacados
De acordo com as informações do caso divulgadas publicamente:
- Registro em vídeo dos últimos momentos da vítima no subsolo;
- Confissão do acusado e indicação do local onde o corpo foi deixado;
- Perícias balísticas e exame de local que indicaram disparos na cabeça e permitiram correlações entre evidências e versões;
- Recuperação e análise do celular da vítima, que ajudou a reconstruir os eventos.
Implicações jurídicas e publicização do caso
Casos que envolvem violência doméstica, perseguição e eventual crime com elementos de premeditação exigem apuração rigorosa das provas e respeito às garantias processuais. A continuidade da instrução e a oitiva de todas as testemunhas são etapas essenciais para assegurar um julgamento justo e a responsabilização adequada, se comprovada a autoria e a materialidade do delito.
Conclusão
As audiências realizadas em Caldas Novas são etapas centrais para a verificação das provas e para a definição sobre a realização de júri popular no caso do assassinato de Daiane Alves de Souza. A investigação indica premeditação, com provas técnicas e declarações que serão avaliadas pela juíza responsável.
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Fontes
- Corretora morta por síndico: testemunhas são ouvidas pela Justiça — g1
- Vídeo mostra últimos momentos de Daiane — g1
- Perícia aponta bala alojada na cabeça da vítima — g1
- Matéria complementar sobre o caso — g1
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