A 1ª Vara Criminal da comarca de Caldas Novas realizou, em 6 de julho de 2026, audiência de instrução e julgamento no processo que apura a morte da corretora de imóveis Daiane Alves Sousa, de 43 anos. A sessão, presidida pela juíza Vaneska da Silva Baruki, colheu depoimentos de familiares, testemunhas arroladas pela acusação e agentes policiais. Devido à complexidade e ao grande número de oitivas, a continuidade está marcada para 9 de julho de 2026, às 13h30, por videoconferência.
Audiência: quem falou e como foi conduzida
Durante a audiência foram ouvidas, entre outras pessoas, a mãe de Daiane, uma amiga íntima e a irmã da vítima — estas três testemunhas foram arroladas pela acusação e ouvidas sem a presença do investigado. A magistrada determinou a retirada do réu da sala com base no artigo 217 do Código de Processo Penal, alegando que a presença poderia causar humilhação ou grave constrangimento às declarantes.
- Depoimentos colhidos: mãe, amiga íntima, irmã da vítima;
- Depoentes da defesa: esposa e filho do acusado;
- Também prestou depoimento o delegado responsável pelas investigações, André Luiz Barbosa Santos.
O que acontecerá na continuidade da instrução?
A sessão que prosseguirá em 9 de julho de 2026 deverá ouvir as testemunhas arroladas pela defesa e realizar o interrogatório do acusado. A juíza fixou prazo de cinco dias para que a defesa informe o paradeiro atualizado de uma das testemunhas não localizada.
Por que o réu foi retirado da sala durante depoimentos?
Resposta direta: a magistrada afastou o investigado com fundamento no artigo 217 do Código de Processo Penal, por entender que sua presença poderia constranger as testemunhas e comprometer a veracidade das declarações. A medida segue prática processual prevista para proteger a dignidade das declarantes.
Quando serão ouvidos os próximos depoentes?
Resposta direta: a continuação das oitivas está agendada para 9 de julho de 2026, às 13h30, por videoconferência. Nessa data a defesa terá oportunidade de apresentar suas testemunhas e o acusado deverá ser interrogado.
Prisão cautelar e prazos processuais
A juíza manteve a custódia cautelar de Cléber Rosa de Oliveira em decisão proferida em 11 de março, com reavaliação prevista a cada 90 dias, conforme a legislação processual penal. No caso, foi informado que o novo prazo de reavaliação termina em 9 de junho de 2026 — aquele prazo antecede a nova audiência.
Quem está investigado no caso?
Resposta direta: o principal investigado é o síndico Cléber Rosa de Oliveira, e seu filho, Maicon Doulgas de Oliveira, foi preso sob suspeita de auxiliar na obstrução das investigações. Maicon é apontado por suposta substituição de celulares e outras ações para dificultar apurações, e pode responder por obstrução e, eventualmente, pelos mesmos crimes se confirmada participação no homicídio.
Dinâmica do crime, conforme investigação
A Polícia Civil informa que o síndico teria desligado propositadamente o fornecimento de energia do apartamento de Daiane, o que a teria levado a descer até o subsolo do prédio para verificar os relógios de energia. A investigação aponta que o episódio que culminou no desaparecimento ocorreu em intervalo curto — aproximadamente oito minutos entre o sumiço nas imagens às 19h e a passagem registrada às 19h08.
Conforme apurado:
- Daiane teria sido abordada no subsolo enquanto filmava os relógios de energia;
- A polícia acredita que o homicídio ocorreu dentro do condomínio e que o corpo foi retirado já sem vida;
- O suspeito evitou uso de elevadores e, por falta de câmeras nas escadas, teria saído pelos degraus do prédio para não ser filmado;
- O investigado chegou a indicar às autoridades o local onde o corpo foi abandonado.
O que falta esclarecer pericialmente?
Resposta direta: a Justiça determinou envio de ofício à Superintendência de Polícia Técnico-Científica e ao Instituto Médico Legal Aristoclides Teixeira para complementação do exame cadavérico. A finalidade é esclarecer, em até 30 dias, se os disparos de arma de fogo ocorreram antes ou depois do óbito.
Próximos passos e medidas de prazo
Entre as providências determinadas pela Vara Criminal constam:
- continuidade das oitivas por videoconferência (9/7/2026);
- informação, em cinco dias, sobre o paradeiro de testemunha não localizada; e
- envio de pedido formal ao IML para complementação do exame cadavérico, com prazo de resposta de 30 dias.
Experiência, expertise e confiança no acompanhamento processual
O caso envolve matéria sensível — homicídio, prova pericial e a necessidade de proteção de testemunhas — e tem repercussão pública. A atuação da juíza, da Polícia Civil e do Ministério Público segue normas processuais destinadas a garantir ampla defesa, contraditório e proteção das vítimas e testemunhas. Para quem atua ou enfrenta litígios em ambiente condominial e imobiliário, a coordenação entre investigação criminal e providências cíveis e administrativas é essencial.
Conclusão
Resumo: a audiência de instrução e julgamento sobre a morte da corretora Daiane Alves Sousa avançou com a oitiva de familiares e testemunhas, a retirada do acusado da sala por ordem judicial e a determinação de novas diligências periciais e processuais. A continuação das oitivas ocorrerá em 9 de julho de 2026, e a Justiça aguarda complementação do exame cadavérico e a localização de testemunha não encontrada.
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Fontes
- CNN Brasil — Corretora morta em GO: Justiça começa a colher depoimentos de testemunhas
- CNN Brasil — “Assassinato foi premeditado”, diz polícia
- CNN Brasil — Vídeo mostra momento em que corretora é atacada
- CNN Brasil — Corpo de corretora passa por perícia
- CNN Brasil — Cronologia do caso
- CNN Brasil — Localização do corpo
- CNN Brasil — Síndico usou escadas para não ser filmado
- CNN Brasil — Cortes de energia no condomínio
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