Se você precisa dar entrada em um inventário em 2026, é natural querer saber quanto custa esse procedimento e como se organizar financeiramente. O inventário é o processo jurídico que regulariza a partilha dos bens deixados por uma pessoa falecida, permitindo que os herdeiros passem a ser, de fato, proprietários dos bens.
Os custos não são padronizados para todo o Brasil: variam conforme o tipo de inventário, o valor do patrimônio e os honorários advocatícios, além de impostos e taxas. A seguir, veja um panorama atualizado para 2026, com valores médios de mercado e os principais gastos obrigatórios.
Quanto custa um inventário em 2026?
Quanto custa, em média, um inventário em 2026?
Em 2026, o custo total de um inventário pode variar de alguns milhares de reais a dezenas de milhares, dependendo da modalidade escolhida, do valor da herança e da complexidade do caso. Em linhas gerais, você terá três grandes grupos de despesas:
- Honorários advocatícios (obrigatórios em qualquer tipo de inventário);
- Imposto ITCMD (sobre a transmissão da herança);
- Custas judiciais ou emolumentos de cartório, conforme o caso.
Os valores a seguir são estimativas médias de mercado, apenas para ajudar no planejamento. Para saber o valor exato, é indispensável uma análise individual do caso.
Tipos de inventário e impacto no custo
Quais são os tipos de inventário em 2026?
Em 2026, continuam existindo três modalidades principais de inventário, cada uma com perfil e custo diferentes:
- Inventário Judicial
- Obrigatório quando:
- há conflito entre herdeiros;
- existem herdeiros menores de idade ou incapazes;
- há outras questões complexas que exigem decisão do juiz.
- Tendência: processo mais demorado e, em geral, mais caro, em razão de custas processuais e maior tempo de trabalho do advogado.
- Obrigatório quando:
- Inventário Extrajudicial (em cartório)
- Realizado diretamente em cartório de notas;
- Só é possível quando:
- todos os herdeiros são maiores e capazes;
- há acordo entre todos;
- não há testamento (salvo hipóteses específicas admitidas por alguns estados, com autorização judicial).
- Tendência: opção mais rápida e menos burocrática, com custo total geralmente menor.
- Arrolamento
- Modalidade de inventário judicial simplificado;
- Indicado quando:
- há acordo entre herdeiros;
- patrimônio é menor ou o caso é menos complexo;
- Em regra, tem custas menores e tramitação mais ágil que o inventário judicial comum.
Tabela de preços para inventário em 2026 (valores médios)
Quanto custa cada tipo de inventário em 2026?
Abaixo, uma tabela estimada com valores médios de honorários de advogado para 2026, considerando casos de complexidade moderada. Esses valores podem variar conforme:
- estado e cidade;
- valor do patrimônio;
- número de bens e herdeiros;
- existência de conflitos.
| Tipo de Inventário | Valor Estimado de Honorários em 2026* |
|---|---|
| Inventário Judicial | R$ 7.000 a R$ 28.000+ |
| Inventário Extrajudicial | R$ 4.000 a R$ 12.000 |
| Arrolamento | R$ 3.000 a R$ 7.000 |
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*Valores aproximados, apenas para referência. A fixação dos honorários deve considerar a tabela da OAB de cada estado, a complexidade do caso e o acordo entre advogado e cliente.
Além desses valores, ainda incidem:
- ITCMD (imposto estadual);
- custas processuais (no judicial);
- emolumentos de cartório (no extrajudicial).
Quais são os custos obrigatórios de um inventário em 2026?
Quais gastos são inevitáveis em um inventário?
Além dos honorários do advogado, alguns custos são praticamente inevitáveis no inventário, em qualquer modalidade:
1. Imposto ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação)
- O ITCMD incide sobre a transmissão dos bens aos herdeiros;
- A alíquota varia de estado para estado, geralmente entre 4% e 8% do valor dos bens transmitidos;
- Em alguns estados, há:
- faixas de isenção para heranças de menor valor;
- alíquotas progressivas, que aumentam conforme o valor da herança.
É fundamental:
- conferir a legislação estadual específica;
- realizar o cálculo correto para evitar autuações, multas ou impedimentos para concluir o inventário.
2. Custos com cartório (inventário extrajudicial)
No inventário em cartório, há custos com:
- escritura pública de inventário e partilha;
- eventuais procuradores públicos (quando necessários);
- registro em cartórios de imóveis e outros registros (a depender dos bens).
Os valores dependem:
- do valor total do patrimônio;
- da tabela de emolumentos do seu estado, atualizada anualmente.
Em patrimônios de maior valor, é comum os emolumentos atingirem alguns milhares de reais.
3. Custas processuais (inventário judicial ou arrolamento)
No inventário judicial, o espólio precisa arcar com:
- taxas judiciais de distribuição do processo;
- custas de atos processuais específicos;
- despesas com avaliações, publicações ou perícias (se necessárias).
Esses valores são fixados por legislação estadual e pela tabela de custas do Tribunal de Justiça local.
Inventário em 2026 pode ser parcelado ou ter gratuidade?
É possível reduzir ou parcelar os custos do inventário?
Sim, em muitos casos é possível:
- parcelar o ITCMD, conforme normas do estado;
- solicitar isenção ou redução do ITCMD em heranças de menor valor (quando previsto em lei estadual);
- pedir gratuidade de justiça no inventário judicial, para quem comprovar hipossuficiência econômica;
- negociar parcelamento dos honorários advocatícios diretamente com o profissional;
- em alguns estados, existe possibilidade de redução de emolumentos cartorários para pessoas de baixa renda.
Por isso, é importante expor sua situação financeira ao advogado desde o início, para que ele possa buscar a forma mais viável e menos onerosa para a família.
Por que contar com um advogado especializado em inventário?
Por que é tão importante ter um advogado no inventário?
Em qualquer tipo de inventário (judicial, extrajudicial ou arrolamento), a presença de um advogado é obrigatória. Mas, mais do que cumprir uma exigência legal, contar com um profissional especializado em Direito de Família e Sucessões é o que diferencia um processo:
- mais rápido, organizado e com menor risco de erro;
- de um procedimento confuso, demorado e mais caro do que o necessário.
Um advogado especializado pode:
- indicar a modalidade mais adequada (judicial, extrajudicial ou arrolamento);
- orientar sobre a documentação necessária e evitar retrabalho;
- auxiliar na avaliação dos bens e na definição da partilha;
- negociar acordos entre herdeiros para evitar litígios;
- calcular corretamente ITCMD, custas e emolumentos, evitando surpresas financeiras;
- prevenir problemas futuros de registro de imóveis, veículos e cotas societárias.
Em muitos casos, uma boa orientação logo no início do processo economiza tempo e dinheiro, além de preservar o relacionamento familiar em um momento delicado.
Como reduzir custos e evitar problemas no inventário em 2026?
Algumas estratégias ajudam a diminuir o impacto financeiro do inventário:
- avaliar se é possível fazer inventário extrajudicial, mais rápido e geralmente mais barato;
- verificar hipóteses de isenção ou redução de ITCMD na legislação do estado;
- organizar previamente a documentação de bens, dívidas e herdeiros;
- buscar um acordo entre os herdeiros, evitando discussões judiciais longas;
- consultar um advogado desde o início para planejar o procedimento e evitar erros que gerem gastos adicionais.
Conclusão: quanto custa um inventário em 2026 e como a Advocacia Juliana Morata pode ajudar
Em 2026, o custo de um inventário continua variando conforme o tipo de procedimento, o valor dos bens e os honorários advocatícios, além dos impostos e taxas obrigatórias. Mesmo que os valores possam parecer altos em um primeiro momento, o inventário é indispensável para que os herdeiros possam vender, doar, regularizar ou usar os bens herdados com segurança jurídica.
A Advocacia Juliana Morata, com atuação consolidada em Direito Civil, Direito de Família, Sucessões e temas patrimoniais (incluindo imóveis e regularizações), oferece um atendimento humanizado e estratégico para:
- analisar o seu caso e indicar a modalidade de inventário mais econômica e adequada;
- orientar sobre custos, ITCMD, prazos e riscos;
- conduzir o inventário do início ao fim, com foco em segurança e redução de conflitos familiares.
Se você está enfrentando a necessidade de abrir um inventário ou tem dúvidas sobre custos, prazos ou documentação, preencha o formulário de contato ao final desta página para receber uma orientação personalizada.
Para um atendimento mais rápido e direto, clique no botão de WhatsApp disponível no site da Advocacia Juliana Morata e fale com a equipe agora mesmo.
Fontes de referência
- Código Civil Brasileiro (Lei nº 10.406/2002)
- Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/2015)
- Legislações estaduais sobre ITCMD (alíquotas e isenções – variam por estado)
- Tabelas de custas dos Tribunais de Justiça estaduais
- Tabelas de emolumentos de cartórios (leis estaduais)
- Tabelas de honorários da OAB (seccionais estaduais)